sábado, 1 de agosto de 2009

Essas pessoas da sala de jantar

Eu concordo que eu poderia, sim, ser mais culta. Que também poderia ter lido mais livros intelectuais e assistido a mais filmes cabeça. Poderia ter prestado mais atenção nas aulas do segundo grau. Ter aprendido mais línguas. Ter estudado mais nos primeiros períodos da faculdade. Ter me esforçado mais para entender sobre o cateto da hipotenusa (ou só sobre o cateto, ou apenas a hipotenusa, tanto faz) e sobre os mistérios que cercam a origem do universo.

Mas, não fiz. O que não significa que eu não possa começar agora e ainda conseguir excelentes resultados. Porém, eu consegui aprender com minhas experiências de vida. Com as experiências das vidas dos outros. Com os meus erros. Com os erros dos outros. E consegui obter a capacidade e perceber pequenos detalhes do ser humano.

Adquiri também o dom de saber ouvir, e o de não julgar quem quer que seja, por seja lá o que quer que tenha feito. Procuro sempre entender os porquês de tudo. Parece mais complicado mas isso facilita muito as coisas. De acordo com minhas colegas de trabalho, eu sempre defendo o réu das histórias.

Tá, tudo bem! E daí?! Bom, e daí que isso me proporciona momentos muito especiais de conversas e troca de idéias interessantes. E, assim como eu aprendo com os outros, há quem pense sobre aquilo que eu falo também. Na semana passada eu participei de um excelente jantar, que contou como sobremesa, além dos doces, horas de conversa e reflexões interessantes sobre a vida. Sobre perspectivas, sonhos, experiências...

Numa rodada dessas é possível saber tanto sobre as mais íntimas curiosidades das pessoas, como também descobrir que há um porquê das folhas das plantas serem verdes. E se você não conseguir encontrar nenhuma vantagem nesses assuntos, pelo menos vai ter a diversão de ficar se perguntando "mas, é sério mesmo isso? ", e ficar rindo consigo mesmo. Pelo menos curtindo a companhia de pessoas maravilhosas, onde se é possível encontrar afinidades que vão além do gosto pela música, pela comida ou por qualquer outra porcaria que não tenha a menor importância.

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